quinta-feira, fevereiro 09, 2006

População do Couço quer reforço da GNR e denuncia insegurança

Mais de duas mil pessoas subscreveram um abaixo-assinado hoje divulgado pela Junta de Freguesia do Couço, Coruche, denunciando a insegurança existente na zona e reclamando o reforço dos militares no posto da GNR.
O facto de o posto de Couço da Guarda ter uma área de influência grande (246 quilómetros quadrados), composta por várias localidades dispersas que distam mais de 20 quilómetros da sede de concelho é o principal argumento da contestação popular.
Actualmente, "existem problemas graves de vandalismo, assaltos, furtos, tráfico de droga, que apesar de não constarem dos dados estatísticos são uma constante", uma situação que os subscritores querem ver corrigida.
Nesse sentido, os promotores do abaixo-assinado reclamam "a manutenção e reforço do número de agentes no posto da GNR, de forma a zelarem pela segurança dos cidadãos e bens".
O reforço de meios deve ser o adequado para garantir o "funcionamento efectivo" do posto da GNR, 24 horas por dia.
Por outro lado, o eventual encerramento do posto, que consta dos estudos realizados anteriormente pelo Comando Nacional da GNR, é visto como uma ofensa à história da freguesia, conhecida por uma forte presença do PCP e pela resistência dos trabalhadoras rurais ao Estado Novo.
"O posto da GNR faz parte do passado histórico deste povo e da sua luta", consideram os subscritores, que contam com o apoio da Junta de Freguesia local.
A autarquia "pediu esclarecimentos ao Ministério da Administração Interna, ao Governo Civil de Santarém e ao Grupo Territorial de Santarém da GNR sem que quase um mês depois tenha havido quaisquer respostas ao assunto", refere ainda o documento.
Em comunicado, a Junta considera que não existem razões para a anunciada redução de seis militares do posto, o que poderá levar ao aumento dos índices de criminalidade da região.
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